Ecoa - Rios Vivos

Você está em:
30/05/2009

Estudo Ecoa: Pecuária, grãos e cana-de-açúcar

“O Brasil possui 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhões ainda não foram explorados.” Esta informação, encontrada no site do Mapa (Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento), sugere caminho livre para a expansão de culturas para a agroenergia, principalmente a da cana-de-açúcar. No entanto, este estudo elaborado  pelo biólogo Alcides Faria e pela economista Angela Frata,  constata que a expansão vem ocorrendo com maior força em terras apropriadas para a cultura de grãos: bons solos, relevo que permite a mecanização e infra-estrutura instalada.
 
O ponto de partida foi a análise dos processos existentes na região hidrográfica do rio Paraná e, mais especificamente, na  sub-bacia do rio Ivinhema, unidade geoambiental inteiramente localizada no Estado de Mato Grosso do Sul. Esta região é uma das que mais atrai investimentos em unidades produtoras  de açúcar, etanol e energia elétrica de grupos econômicos nacionais e internacionais como Louis Dreyfus, Adecoagro, Odebrecht, Unialco, Infinity Bio-energy, dentre outros. Os  responsáveis pelo estudo calculam investimentos de aproximadamente 18,19 bilhões de reais até a safra de 2014/15 caso todas as 54 usinas em implantação e planejadas estejam operando. Hoje já  estão em operação 6 unidades.

Quatro municípios, dentre os 30 maiores produtores de grãos do país, localizam-se na parte alta da sub-bacia do rio Ivinhema (Maracaju, Dourados, Ponta Porã e Rio Brilhante). Na safra de verão 06/07 cerca de 923 mil hectares foram destinados para o plantio de grãos em toda a sub-bacia, enquanto na safra de inverno (safrinha) a ocupação foi de 507 mil hectares. A produção dessas duas safras totalizou 4,13 milhões de toneladas de grãos, equivalente a 3,10% da safra brasileira.

Caso as 60 usinas estejam em operação em 2014/15, como previsto, serão ocupados aproximadamente 2,28 milhões de hectares com a cana, o que equivale a 47% do território da sub-bacia do Ivinhema.

Dentre as propostas principais do estudo estão a contribuição com as discussões sobre o correto direcionamento do financiamento público e privado; a oferta de informações para a definição de situações  fiscais privilegiadas; com a proteção de bens naturais como a  água e a sustentabilidade na produção de biocombustíveis. De imediato pode servir para o zoneamento da cana-de-açúcar, em preparação pelo Governo Federal.

Clique no link abaixo para fazer o download do arquivo (operação melhor realizada com o navegador Internet Explorer).

Download




Usuário
Usuário
Estas instituições apóiam projetos da ECOA e Coalizão Rios Vivos e não necessariamente as informações veiculadas no portal.
 New World Foundation IUCN B1u3 Moon Mott Foundation
2004 © ECOA. Todos os direitos reservados
ECOA- ECOLOGIA E AÇÃO (67) 3324-3230